No Centro Conviver, realizamos um protocolo de avaliação para diagnóstico de autismo que consta de uma pesquisa detalhada sobre o desenvolvimento da pessoa, nas diferentes etapas da vida. Utilizamos formulários de pesquisas e entrevistas individuais e/ou com familiares.
Esse protocolo pode ser realizado tanto de forma presencial quanto online. Todo o processo é embasado nos critérios do DSM-5 para Transtorno do espectro do autismo que consta de :
- Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, conforme manifestado pelo que segue, atualmente ou por história prévia:
- Déficits na reciprocidade sócio emocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e dificuldade para estabelecer uma conversa normal a compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afeto, a dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais;
- Déficits nos comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, por exemplo de comunicação verbal e não verbal pouco integrada a anormalidade no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos, a ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal;
- Déficits para desenvolver, manter e compreender relacionamentos, variando, por exemplo de dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos, a dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos, a ausência de interesses por partes.
- Padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois dos seguintes itens (atual ou por história prévia).
- Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipada
- Insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotina ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal (p. ex., sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldades com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente).
- Interesses fixos e altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco (p. ex., forte apego a ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos).
- Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos senso-riais do ambiente (p. ex., indiferença aparente a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimento).
- Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacita limitadas ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida).
- Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social e profissional em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente.
- Essas perturbações não são mais bem explicadas por deficiência intelectual (transtorno do desenvolvimento intelectual) ou por atraso global do desenvolvimento. Deficiência intelectual transtorno do espectro autista costumam ser comórbidos; para fazer o diagnóstico da comorbidade de transtorno de espectro autista e deficiência intelectual, a comunicação social deve estar abaixo do esperado para o nível geral do desenvolvimento.
Através destes critérios que englobam um conjunto de características comportamentais exigidos com certa regularidade e que produzem impactos sobre a pessoa ou os demais, procuramos estudar como a pessoa está funcionando e como ela reage em termos cognitivos, emocionais e comportamentais, desde a infância.
Mapeamos os contextos e consequências típicas, circunstâncias gatilhos que aumentam probabilidade dos comportamentos, com que frequência que ocorrem os sintomas , o quanto são graves , o quanto se manifestam em diferentes situações, o quanto interferem no funcionamento e quanta perturbação causam. Tudo isso contribui para definir se a pessoa está no espectro, em qual nível e o suporte que necessita com responsabilidade, conhecimento , e sobretudo utilizando nossa experiência de quase 30 anos em TEA.
Na visão do Centro Conviver este estudo é essencial e antecede testagens mais específicas.
Após esse processo, redigimos um relatório detalhado com todas as informações comportamentais, cognitivas e sociais, que deve ser entregue ao médico responsável para a emissão do laudo formal do diagnóstico de autismo.

